EL GRAFITI Y LA CIUDAD

Este projeto visa praticar os letramentos através dos multi: multiletramentos, multimodalidade e multiculturalidade tendo como suporte para a prática a expressão artística grafite, proposta do livro didático Confluencia 2 que foi adaptada para o projeto. Trabalhamos o gênero artigo de opinião, tema do currículo mínimo estadual que também foi adaptado para a concretização da proposta.

O foco da pesquisa consiste na observação das obras artísticas existentes na cidade, uma vez que Campos dos Goytacazes/RJ é um município que tem grafite em vários locais tanto públicos como privados, ganhando cada vez mais espaço nas zonas urbanas. Além disso, essa expressão da arte tem sua origem nas periferias e uma grande parcela de nossos estudantes vivem nesses espaços. Por isso, o grafite ajudar a mostrar que não existe distinção de pessoas em função de suas origens, sendo essa uma barreira que deve ser rompida.

Entende-se que “o grafite é um texto multissemiótico, que mescla o verbal e o não verbal” e “os trabalhos que se apropriam dos muros e fachadas são utilizados para ‘mandar sua mensagem’” (SOUZA, 2011, p. 76), e que por meio das observações dos estudantes eles podem também expressar as suas opiniões sobre o tema.

A atividade inicial se deu com a participação da disciplina de Artes, que na ocasião também trabalhou com o tema artístico e levou à escola um grafiteiro local, que tem sua arte exposta em vários pontos na cidade, para uma conversa sobre o que é, como surgiu e a diferença entre o grafite e a pichação.

Em seguida, na aula de língua espanhola, uma das atividades do livro didático trazia o tema como uma forma de observação sobre alguns grafites e solicitava que o estudante opinasse sobre eles e sobre o que essa arte representa.

Então, foi sugerido que os estudantes, em grupos, fizessem registros fotográficos dos grafites campistas e em seguida escrever a opinião deles em português sobre a arte fotografada, tendo apenas algumas palavras-chave na língua adicional. Ressalta-se que as fotografias não poderiam ser copiadas da internet e que eles deveriam aparecer nas fotos.

Para mostrar como poderia ser feito o trabalho, fiz o meu registro para servir de orientação para a tarefa e, após concluída a pesquisa, um membro de cada grupo enviou o trabalho via WhatsApp.

Pretende-se em outro momento expor as pesquisas estudantis, já que as produções, tanto escrita como fotográfica, foram feitas com zelo e qualidade para corroborar com o que propõe Ferrarezi Jr.; Carvalho (2015, p. 196 – 197):

O professor deve levar esse aspecto em conta, proporcionando meios de publicidade ao que os alunos escreverem, o que aumenta, inclusive, a responsabilidade pelo que se escreve e o prazer de produzir. Em tese, nenhum trabalho escrito com qualidade deveria ser perdido.

Abaixo está uma produção para exemplificação e instrução.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Secretaria de Estado de Educação. Currículo Mínimo Língua Estrangeira. Rio de Janeiro, 2012.

CORREA-PINHEIRO, Paulo [et al.]. Confluencia. Língua estrangeira moderna vol. 2, 1. ed. São Paulo: Moderna 2016.

FERRAREZI JR., Celso; CARVALHO, Robson Santos de. Produzir textos na educação básica: o que saber, como fazer. 1. ed., São Paulo: Parábola Editorial, 2015.

SOUZA, Ana Lúcia Silva. Letramentos de resistência: poesia, grafite, música, dança: HIP HOP. São Paulo: Parábola Editorial, 2011.

Por: Elaine Teixeira.

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