Esta sequência tem como meta a produção de relatos autorais de “achados culturais”, ou seja, elementos da cultura local que tenham grande relevância para uma comunidade, compondo sua identidade (ao mesmo tempo em que revela-se a diversidade explícita nos vários achados descritos).

1) Leitura: Inicialmente, numa turma de Licenciatura em Educação do Campo, disciplina “Educação do Campo, Diversidade Linguística e Cultural”, foi dada como leitura a reportagem “Pinga ni mim”, de Arthur Veríssimo, na seção “Achado do Arthur” (Revista Gol, 2015), que está disponibilizada a seguir.

 

Pinga Ni Mim

2) Discussão: Após a leitura silenciosa pela turma, o espaço ficou aberto inicialmente para que os próprios licenciandos expusessem sua interpretação e dúvidas sobre o texto. Foram postas, então, outras questões em discussão com base na leitura: o que seria um “achado”? O que o “achado” do texto, no caso a pinga, influenciou nas escolhas linguísticas do texto, especialmente a variedade linguística presente no título da reportagem? Qual a referência intertextual presente nessa escolha? Quais são as características do gênero reportagem presentes nesse texto? Qual a função das imagens na reportagem e qual é sua relação com o texto verbal escrito?
A cada resposta, durante a discussão, outras questões podem surgir e explicações sobre gênero textual, variação linguística, estilo, multimodalidades etc. podem ser contextualizadas e exemplificadas a partir do texto lido.

3) Produção: E agora, perguntamos: qual é o “achado cultural” de sua comunidade? Aquele objeto que você só encontra lá e quando viaja sente falta? Por que ele é um “achado” para você? Escreva uma reportagem como a do Arthur para publicar do blog do curso ou mural da universidade.

4) Correção e reescrita: após escrito o texto, é importante que ele tenha pelo menos uma leitura de outra pessoa que sugira correções: pode ser do professor ou mesmo dos colegas. Após as sugestões, o texto poderá ser reescrito e complementado.

Essa sequência pode ser adaptada para atender aos objetivos específicos de aprendizagem em foco. Quando utilizei a sequência descrita, pedi esse texto como atividade de Tempo-Comunidade e os textos produzidos (com ilustrações dos objetos, na maioria da culinária) foram expostos em um mural no Tempo-Escola e também compuseram a mística de recepção dos alunos. #ficaadica 🙂

Segue uma foto dessa exposição ocorrida em 18/07/2016, na UFTM. Material: banner reciclado, tiras de chitão, EVA para as letras do título, uma apresentação da exposição, textos impressos e outros itens de decoração se se desejar.
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Por: Daniervelin Pereira. Professora da UFTM.

(Se você utilizou este REA ou o adaptou para seu interesse, conte aqui como foi e compartilhe sua adaptação)

Licença Creative Commons
Um “achado cultural” de REALPTL está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.